O Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais – IPDMS, vem por meio dessa nota prestar solidariedade às vítimas do rompimento da barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão, município de Brumadinho, Minas Gerais, ocorrido no dia 25 de janeiro de 2019.

Passados aproximadamente três anos após um dos maiores crimes ambientais e sociais do mundo na cidade de Mariana, o cenário de terror e dor se reestabelece no interior de Minas Gerais. Mais uma vez o lucro das mineradoras se sobrepõe à vida das pessoas e ao meio ambiente. O número de vítimas fatais está na casa das centenas e os danos ambientais são incalculáveis. Ademais, várias das pessoas atingidas pela lama tóxica de rejeitos estão desabrigadas, sem fornecimento de serviços básicos, ou até mesmo ficaram sem emprego e sem sustento, pois dependiam do rio para isso, caso das comunidades indígenas que vivem próximo à região.

A empresa Vale, mineradora privatizada no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, pratica um modelo de exploração mineral extremamente danoso às pessoas e ao meio ambiente, lucrando uma fortuna e, ao mesmo tempo, ignorando o investimento em prevenção de acidentes e segurança das barragens.

Cabe ressaltar que mesmo com todo o desastre se repetindo, tanto o governo do presidente Jair Bolsonaro, quanto do governador de Minas, Romeu Zema, sinalizaram com propostas de campanha no sentido de flexibilizar ainda mais as leis ambientais e trabalhistas, mesmo que isso signifique mais mortes, tragédias e desamparo social.

O IPDMS exige a responsabilização imediata da empresa, dando respostas efetivas à sociedade civil e maior presteza na atuação do Executivo, do Judiciário e do Legislativo, agindo a partir da competência de cada um deles, com firmeza no apoio aos povos atingidos e de forma preventiva a evitar novos crimes ambientais e sociais cometidos por empresas reincidentes como é o caso da Vale.
Secretaria Nacional do IPDMS – Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais.

Foto: Isis Medeiros

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